Mostrando postagens com marcador Pauliceno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pauliceno. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 12 de março de 2010
Sobrevida.
Pra quem tem cara e não tem coração.
Marcadores:
conjunto,
Pauliceno,
Senator Thelonious Zordon
domingo, 27 de dezembro de 2009
Urbanos sorrisos humanos.
I
Por nascerem teimosos
Sorrisos sinceros na pedra das ruas,
Colhi com afeto,
Os rostos cansados pra minha memória.
II
Risando malícia,
Correndo nas praças de guerra urbanas,
Avante, esquivando de bombas
Guardei em meu corpo,
O sentido de certas risadas.
III
Costurei em pontos cegos
Sorrisos aos risos aos olhos ao peito,
Para que fizesse bandeira viva,
No ponto mais alto do mundo cidade
E como capa d’alma beleza
Que visse, pudesse
Seguir em paz.
Por nascerem teimosos
Sorrisos sinceros na pedra das ruas,
Colhi com afeto,
Os rostos cansados pra minha memória.
II
Risando malícia,
Correndo nas praças de guerra urbanas,
Avante, esquivando de bombas
Guardei em meu corpo,
O sentido de certas risadas.
III
Costurei em pontos cegos
Sorrisos aos risos aos olhos ao peito,
Para que fizesse bandeira viva,
No ponto mais alto do mundo cidade
E como capa d’alma beleza
Que visse, pudesse
Seguir em paz.
Marcadores:
Pauliceno
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
O Transeunte.
Trânsito em todas as direções.
Aos montes, o ritmo frenético dobra esquinas e faróis.
E não dormem as passarelas asfaltadas.
Que se cruzam elevados monumentos da via de progresso.
Progressão de mão única, sem retornos.
Com seus automóveis, o trânsito é o grande autômato urbano.
Território do movimento mecânico da cidade.
E se perdem os sentidos da corrida.
Sente-se apenas a necessidade de correr.
No corpo, naquilo que ele tem de orgânico.
E com o corpo, se atira à cidade.
Correndo em busca de direção,
Sem ver que mesmo que perdida
A corrida já é direcionada.
E de tanto circular por esquinas,
E tanto lamber o vidro das vitrines,
E tanto se afogar em valetas,
E agarrar-se a seus pertences com toda força que possui,
E de tanto passar pela paisagem que não lhe pertence à memória,
E de tanto passar se esquivando da paisagem.
Que em não encontrar sentido no que existe,
Que em não se entender no que está pronto
Já que tudo está,
E não está em nada,
Não há outro senão o de destruir.
Nem que seja a si
Ou o próprio olhar que não vê senão o alheio
Da própria definição.
E se afoga em fumaça escapista,
Além daquela dos escapamentos
Por entre corredores de carros parados
Com vapor de algo na cabeça
Acenando pra câmeras públicas,
Mandando imagens de aceno direto pras telas privadas.
Porque são todos vigias à domicílio.
E assusta ver.
Por que não é reconhecido
O aceno em meio ao enxame.
E se tonteia em meio movimento.
Que lhe faz contraste ao corpo inerte.
E corre mais.
Porque o corpo pede mais.
Encarando tudo que não lhe seja
E salta por sobre os toldos
Corre com as solas nas janelas espelhadas dos prédios
E se vê dividindo reflexo com favelas
Que vão sendo derrubadas por tratores ferozes
Por sujarem por demais reflexos tão caros.
E se vê calçada.
E se vê sujeira.
E se vê caça.
E as pás dos tratores se aceleram a varredura.
E as fardas que caçam sujos.
E vão reformando o concreto pra que não haja abrigos.
E atrás de si se levanta o chão destruído.
E reformado.
E todos os parados do trânsito são sujos.
E para ser limpo basta circular.
E corre mais.
E cambaleia por entre pessoas às pressas.
E foge de fardas azuis.
Escala os elevados e cospe neles.
Encrencando com o telefone público,
Distribui chutes e pontapés.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Porque não se vê em nada.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Porque não pertence a nada.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Porque é invisível.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Pra que pela primeira vez seja visto, misturado à paisagem.
O trânsito é o grande autômato urbano,
Corre cheio por todas as vias.
Em todas as direções.
Numa via de mão única,
Seu retorno, é para si.
Aos montes, o ritmo frenético dobra esquinas e faróis.
E não dormem as passarelas asfaltadas.
Que se cruzam elevados monumentos da via de progresso.
Progressão de mão única, sem retornos.
Com seus automóveis, o trânsito é o grande autômato urbano.
Território do movimento mecânico da cidade.
E se perdem os sentidos da corrida.
Sente-se apenas a necessidade de correr.
No corpo, naquilo que ele tem de orgânico.
E com o corpo, se atira à cidade.
Correndo em busca de direção,
Sem ver que mesmo que perdida
A corrida já é direcionada.
E de tanto circular por esquinas,
E tanto lamber o vidro das vitrines,
E tanto se afogar em valetas,
E agarrar-se a seus pertences com toda força que possui,
E de tanto passar pela paisagem que não lhe pertence à memória,
E de tanto passar se esquivando da paisagem.
Que em não encontrar sentido no que existe,
Que em não se entender no que está pronto
Já que tudo está,
E não está em nada,
Não há outro senão o de destruir.
Nem que seja a si
Ou o próprio olhar que não vê senão o alheio
Da própria definição.
E se afoga em fumaça escapista,
Além daquela dos escapamentos
Por entre corredores de carros parados
Com vapor de algo na cabeça
Acenando pra câmeras públicas,
Mandando imagens de aceno direto pras telas privadas.
Porque são todos vigias à domicílio.
E assusta ver.
Por que não é reconhecido
O aceno em meio ao enxame.
E se tonteia em meio movimento.
Que lhe faz contraste ao corpo inerte.
E corre mais.
Porque o corpo pede mais.
Encarando tudo que não lhe seja
E salta por sobre os toldos
Corre com as solas nas janelas espelhadas dos prédios
E se vê dividindo reflexo com favelas
Que vão sendo derrubadas por tratores ferozes
Por sujarem por demais reflexos tão caros.
E se vê calçada.
E se vê sujeira.
E se vê caça.
E as pás dos tratores se aceleram a varredura.
E as fardas que caçam sujos.
E vão reformando o concreto pra que não haja abrigos.
E atrás de si se levanta o chão destruído.
E reformado.
E todos os parados do trânsito são sujos.
E para ser limpo basta circular.
E corre mais.
E cambaleia por entre pessoas às pressas.
E foge de fardas azuis.
Escala os elevados e cospe neles.
Encrencando com o telefone público,
Distribui chutes e pontapés.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Porque não se vê em nada.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Porque não pertence a nada.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Porque é invisível.
E amarra ao próprio peito uma bomba.
Pra que pela primeira vez seja visto, misturado à paisagem.
O trânsito é o grande autômato urbano,
Corre cheio por todas as vias.
Em todas as direções.
Numa via de mão única,
Seu retorno, é para si.
Marcadores:
Pauliceno
domingo, 2 de agosto de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Ode o fim.
É tempo de rebanhos.
De rebanhos e pastores,
De respostas ao final.
É tempo de fim.
As dragas dos hábitos,
Tragam tudo quanto possível.
Juntem à quantos puder!
Circundantes discursos de salvação.
Vejamos o mundo em multidões
Correndo seus atropelos
Pelas galerias e feiras,
Pelos labirintos de vidro
E cimento sorridente.
É tempo de tragédias via satélite.
Frango frito e genocídios pelo globo.
É tempo de trabalho.
Trabalhamos pelo apocalipse
Da vida diária.
E com fé, trabalhamos
Pelo mundo melhor
Das cestas básicas.
É tempo das melhores intenções.
Vendemos nossa bondade
Aos designers do sentido
Para torná-la bonita.
Torná-la melhor.
E a penduramos no pescoço.
É tempo de colapsos.
Infartos do miocárdio
No centro dos valores.
E das bolsas.
E no olho de meninos
Com suas armas obsoletas,
Sangrando à pequenos Déspotas
Em troca de causar medo.
Único sentido possível à derrota,
É o de nascer sem nada a perder.
É tempo de esgotamento.
A excreta tóxica de nossos estimulantes
Escorre a céu aberto,
Em vias expressas,
Sempre expressos.
A ordem, a comida, o café.
As olheiras nos percorrem
Às semanas após semanas.
E excretamos em nossa água.
Em nossa água industrial.
É tempo de depósitos.
Acumulados por segurança.
Ratazanas com indigestão
Formam colônias
Nas cidades de hábitos descartáveis.
Mas mesmo colônias de ratazanas
Sofrem de superlotação.
E se devoram.
É tempo de cataclismos.
No centro cotidiano
De nossas vidas urbanas
Somos vistos de perto,
Pelos olhos de novos furacões caribenhos.
Enquanto crescem as ilhas pet,
Boiando no volume tão
Mais aquecido das águas internacionais.
Varrendo por tremores marítimos
Nossa miséria turística.
É tempo de rebanhos.
Tempo de naufrágios.
Tempos agarrados aos nossos destroços de fé.
Pois que mesmo apartados,
Construímos juntos
O mesmo sonho.
E que nem as armas e os justos,
Nem os bons,
Tão bons quanto mostrarem,
Sabem do outro lado de suas cercas.
Mas o outro lado existe.
Noutros rebanhos.
No mesmo lugar.
É tempo de conclusão.
É tempo de extinção.
De rebanhos e pastores,
De respostas ao final.
É tempo de fim.
As dragas dos hábitos,
Tragam tudo quanto possível.
Juntem à quantos puder!
Circundantes discursos de salvação.
Vejamos o mundo em multidões
Correndo seus atropelos
Pelas galerias e feiras,
Pelos labirintos de vidro
E cimento sorridente.
É tempo de tragédias via satélite.
Frango frito e genocídios pelo globo.
É tempo de trabalho.
Trabalhamos pelo apocalipse
Da vida diária.
E com fé, trabalhamos
Pelo mundo melhor
Das cestas básicas.
É tempo das melhores intenções.
Vendemos nossa bondade
Aos designers do sentido
Para torná-la bonita.
Torná-la melhor.
E a penduramos no pescoço.
É tempo de colapsos.
Infartos do miocárdio
No centro dos valores.
E das bolsas.
E no olho de meninos
Com suas armas obsoletas,
Sangrando à pequenos Déspotas
Em troca de causar medo.
Único sentido possível à derrota,
É o de nascer sem nada a perder.
É tempo de esgotamento.
A excreta tóxica de nossos estimulantes
Escorre a céu aberto,
Em vias expressas,
Sempre expressos.
A ordem, a comida, o café.
As olheiras nos percorrem
Às semanas após semanas.
E excretamos em nossa água.
Em nossa água industrial.
É tempo de depósitos.
Acumulados por segurança.
Ratazanas com indigestão
Formam colônias
Nas cidades de hábitos descartáveis.
Mas mesmo colônias de ratazanas
Sofrem de superlotação.
E se devoram.
É tempo de cataclismos.
No centro cotidiano
De nossas vidas urbanas
Somos vistos de perto,
Pelos olhos de novos furacões caribenhos.
Enquanto crescem as ilhas pet,
Boiando no volume tão
Mais aquecido das águas internacionais.
Varrendo por tremores marítimos
Nossa miséria turística.
É tempo de rebanhos.
Tempo de naufrágios.
Tempos agarrados aos nossos destroços de fé.
Pois que mesmo apartados,
Construímos juntos
O mesmo sonho.
E que nem as armas e os justos,
Nem os bons,
Tão bons quanto mostrarem,
Sabem do outro lado de suas cercas.
Mas o outro lado existe.
Noutros rebanhos.
No mesmo lugar.
É tempo de conclusão.
É tempo de extinção.
Marcadores:
Pauliceno
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Grande Promoção de Inauguração!
a dura dificuldade de se dizer "oi, você vem sempre aqui?"
minharro fuma meu cigarro. daqueles últimos cinco ja são dois.
a falta do que dizer estimula o gosto pelos estimulantes.
cheirar neblina pra bocejar vermelho feito romances românticos.
o que falar à princípio que não esteja dito nos meios e nos fins de toda bobagem que já é balbuciada por aí.
e daqueles que tomam iniciativa num momento de liderança espontânea, eu me vejo incentivado ao tal penúltimo cigarro e um bocejo tuberculoso.
pois bem, ao que vêm:
Mantenha-se no corredor. No corredor.
O ímpeto de sujeira se faz taquicardia em tempos de cidade bonita aos olhos.
Mantenha-se correndo. Correndo.
O ímpeto de dança regressiva sobre o asfalto enfaixado, fazendo fardas azuis-ou-cinzas-ou- verdes-ou-pretas-à-paisana mostrarem culotes e maquiagens gritando militares, tão militares quanto num clipe do finado jackson, brincando de US guardians armados à caça de búfalos ou crianças sujas aos cacetetes e fardas e medo e cidade limpa de tão limpa bonita aos olhos de quem vê.
Mantenha-se. Mantenha-se, baby.
O ímpeto primeiro de se botar inconvenientemente, justo ali, bem no meio do caminho.
(keep on going on.... 4ever and ever...)
minharro fuma meu cigarro. daqueles últimos cinco ja são dois.
a falta do que dizer estimula o gosto pelos estimulantes.
cheirar neblina pra bocejar vermelho feito romances românticos.
o que falar à princípio que não esteja dito nos meios e nos fins de toda bobagem que já é balbuciada por aí.
e daqueles que tomam iniciativa num momento de liderança espontânea, eu me vejo incentivado ao tal penúltimo cigarro e um bocejo tuberculoso.
pois bem, ao que vêm:
Mantenha-se no corredor. No corredor.
O ímpeto de sujeira se faz taquicardia em tempos de cidade bonita aos olhos.
Mantenha-se correndo. Correndo.
O ímpeto de dança regressiva sobre o asfalto enfaixado, fazendo fardas azuis-ou-cinzas-ou- verdes-ou-pretas-à-paisana mostrarem culotes e maquiagens gritando militares, tão militares quanto num clipe do finado jackson, brincando de US guardians armados à caça de búfalos ou crianças sujas aos cacetetes e fardas e medo e cidade limpa de tão limpa bonita aos olhos de quem vê.
Mantenha-se. Mantenha-se, baby.
O ímpeto primeiro de se botar inconvenientemente, justo ali, bem no meio do caminho.
(keep on going on.... 4ever and ever...)
Marcadores:
conjunto,
Pauliceno,
Senator Zordon
Assinar:
Postagens (Atom)