quinta-feira, 23 de julho de 2009

A maquinal-matinal



quarta-feira, 22 de julho de 2009

President Burqa




"..."

Foi o que a presidente democraticamente eleita manifestou durante sua cerimônia de posse, repetida ao Centro de Assuntos Femininos e Familiares, antigo Centro para a Participação Feminina no país, novamente na sessão de abertura da reunião de cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados, e em pronunciamento a Agência Internacional de Energia Atômica.

terça-feira, 14 de julho de 2009

boriscasoyeuteamoloucamente

video

"é bom acordar nas manhãs frias de janeiro e tomar um cafézinho! e depois de sentir aquela preguiça gostosa indo embora, a gente senta de moleton no sofá pra ver as notícias correndo soltas. muito legal ver o trânsito, a temperatura, o vai e vem dos preços e das pessoas. tudo mostrado daquele jeitinho descontraído, como se conversassem conosco mesmo. eu gosto do jornalismo e acho que mais importante que ele, na televisão, só a propaganda eleitoral mesmo."

o âncora Boris Casoy, quando questionado à respeito de sua depressão.

ok, computer

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todas as funções em operação... computador ok.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ode o fim.

É tempo de rebanhos.
De rebanhos e pastores,
De respostas ao final.

É tempo de fim.
As dragas dos hábitos,
Tragam tudo quanto possível.
Juntem à quantos puder!
Circundantes discursos de salvação.
Vejamos o mundo em multidões
Correndo seus atropelos
Pelas galerias e feiras,
Pelos labirintos de vidro
E cimento sorridente.

É tempo de tragédias via satélite.
Frango frito e genocídios pelo globo.

É tempo de trabalho.
Trabalhamos pelo apocalipse
Da vida diária.
E com fé, trabalhamos
Pelo mundo melhor
Das cestas básicas.

É tempo das melhores intenções.
Vendemos nossa bondade
Aos designers do sentido
Para torná-la bonita.
Torná-la melhor.
E a penduramos no pescoço.

É tempo de colapsos.
Infartos do miocárdio
No centro dos valores.
E das bolsas.
E no olho de meninos
Com suas armas obsoletas,
Sangrando à pequenos Déspotas
Em troca de causar medo.
Único sentido possível à derrota,
É o de nascer sem nada a perder.

É tempo de esgotamento.
A excreta tóxica de nossos estimulantes
Escorre a céu aberto,
Em vias expressas,
Sempre expressos.
A ordem, a comida, o café.
As olheiras nos percorrem
Às semanas após semanas.
E excretamos em nossa água.
Em nossa água industrial.

É tempo de depósitos.
Acumulados por segurança.
Ratazanas com indigestão
Formam colônias
Nas cidades de hábitos descartáveis.
Mas mesmo colônias de ratazanas
Sofrem de superlotação.
E se devoram.

É tempo de cataclismos.
No centro cotidiano
De nossas vidas urbanas
Somos vistos de perto,
Pelos olhos de novos furacões caribenhos.
Enquanto crescem as ilhas pet,
Boiando no volume tão
Mais aquecido das águas internacionais.
Varrendo por tremores marítimos
Nossa miséria turística.

É tempo de rebanhos.
Tempo de naufrágios.
Tempos agarrados aos nossos destroços de fé.

Pois que mesmo apartados,
Construímos juntos
O mesmo sonho.
E que nem as armas e os justos,
Nem os bons,
Tão bons quanto mostrarem,
Sabem do outro lado de suas cercas.
Mas o outro lado existe.
Noutros rebanhos.
No mesmo lugar.

É tempo de conclusão.
É tempo de extinção.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Grande Promoção de Inauguração!

a dura dificuldade de se dizer "oi, você vem sempre aqui?"

minharro fuma meu cigarro. daqueles últimos cinco ja são dois.
a falta do que dizer estimula o gosto pelos estimulantes.
cheirar neblina pra bocejar vermelho feito romances românticos.


o que falar à princípio que não esteja dito nos meios e nos fins de toda bobagem que já é balbuciada por aí.

e daqueles que tomam iniciativa num momento de liderança espontânea, eu me vejo incentivado ao tal penúltimo cigarro e um bocejo tuberculoso.

pois bem, ao que vêm:

Mantenha-se no corredor. No corredor.
O ímpeto de sujeira se faz taquicardia em tempos de cidade bonita aos olhos.

Mantenha-se correndo. Correndo.
O ímpeto de dança regressiva sobre o asfalto enfaixado, fazendo fardas azuis-ou-cinzas-ou- verdes-ou-pretas-à-paisana mostrarem culotes e maquiagens gritando militares, tão militares quanto num clipe do finado jackson, brincando de US guardians armados à caça de búfalos ou crianças sujas aos cacetetes e fardas e medo e cidade limpa de tão limpa bonita aos olhos de quem vê.

Mantenha-se. Mantenha-se, baby.
O ímpeto primeiro de se botar inconvenientemente, justo ali, bem no meio do caminho.


(keep on going on.... 4ever and ever...)